quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

#6 . Santo-conto

Primeira remessa completa, cumpades, nos carros dos seguintes cantos:

Lucaia - Interligar o Rio Vermelho com um quase-Iguatemi é mais útil que luz de lâmpada. Eita atalho. Merece sim seu ataque concentrado.
Morro do Gato - um bairrito engana-trouxa. Pensa que é só uma ladeira subindo e uma ladeira descendo, não tem movimento, não tem carro, nem teto, nem parede, só um poema de Vinicius. Não, atravessá-lo de nabo a lábio exige um bom bolo de papéis.
Brotas - Lá pela Cruz da Redenção, na companhia do grande Pedro Pina, aquele que embalou e queixou Mariana Ximenez. "Não, nada de compromisso, tô de férias", disse ela, graciosa.
Estacionamento da Speed Lanches (Ondina) - Chamo que chamo Alexandre, o número de carros transcende. Alternativa para escapar do momento de pagar a conta.
Calabar/Centenário/Graça/Corredor da Vitória - Certamente a maior peregrinação do movimento até agora. Sol de duas da tarde, horário marcado pra chegar no Museu e caminhada, caminhada. Mas na prosa com o repeteco Alexandre Senna, foi vupt. Saravá, rapaz.
Rio Vermelho - Noite. Arredores da Dinha. Todas as ruelas levaram a um bom lugar.
Stiep - Clarice quem cuidou de tudo. E confio. Quem não receberia com agrado até diagnóstico de câncer dessas lindas mãozinhas?
Itapuã - Davi, você fez, Davi? Davi, Davi.
Sabino Silva - Um ponte sem fundo. Passe às 18:30 e veja. Precisei de duas viagens, uma noite, outra também, para completar todos os espaços de carros.
Chame-Chame - Nada demais. Só para avolumar a lista.
Campo Grande/Canela/Garcia - Show de Lenine, lado de fora. Disputa com vários outros entregadores de papéis, que tiveram a mesma originalíssima idéia.
E o grand finale na reunião dos participantes do aSSAlto, decidindo diretrizes confidenciais (uh) para nossas idas de vidas, lá pela Dinha. Deixei o meu último bolo em cima da mesa. Alguém viu algo peculiar em várias coroas brindarem ao lado com xícaras de porcelana e disse: "Vou entregar pra elas". "Te acompanho", garantiu outro. "Ei", sugeriu um terceiro, "se é pras elas, que seja pra todo mundo". E nessa noite vi até aviãozinho de papel feito com o santo-conto. Bom criar uma literatura assim para voar.

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